Educação e tecnologia
Blog destinado à disciplina de Tecnologias Integradas à Educação. Ifes. Fernando César Rodrigues.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
O desafio do ensino técnico
O desafio do ensino técnico
Maria Clara Schneider, coordenadora-geral do II Fórum Mundial
de Educação Profissional e Tecnológica, vê na área potencial para fomentar e
mudar economias locais
Entre 2002 e2010, a rede
federal de ensino profissional cresceu 114% no País. O setor, em clara expansão
no Brasil, ganhou combustível com o anúncio pela presidenta Dilma Rousseff, em
outubro do ano passado, do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e
Emprego (Pronatec), que propõe o fortalecimento da rede atual e a ampliação da
oferta de vagas nos próximos quatro anos. É um incentivo positivo, analisa
Maria Clara Schneider, reitora do Instituto Federal de Educação de Santa
Catarina (IF-SC), mas que impõe seus desafios, até pelos prazos relativamente
exíguos.
Coordenadora-geral do II
Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, que reuniu em
Florianópolis, em junho, reitores, professores e especialistas de todo o mundo,
Schneider vê na área potencial para fomentar e mudar economias locais. Contudo,
diagnostica que ainda falta reconhecimento. “O mercado valoriza o bacharelado
de forma até discriminatória, e há uma conjuntura cultural de achar que a
formação acadêmica é mais importante, mais nobre. É preciso mudar essa lógica.”
Carta na Escola:Qual é o momento da educação profissional e tecnológica hoje?
Maria Clara Schneider: O principal desafio é o de trabalhar a educação profissional de
forma mais intensa e integral. Muitos institutos partiram de Centro Federal de
Educação Tecnológica (Cefets) e encaram hoje essa configuração diferente, em
que atuamos desde a formação profissional e continuada até os programas de
pós-graduação. Esse crescimento exige um modelo de gestão muito moderno,
atuante e articulado. Há ainda as questões ligadas à formação, especialmente a
dos alunos que não concluíram o Ensino Médio. Além disso, estamos
trabalhando muito com a pesquisa aplicada, especialmente num momento em que é
uma necessidade que ela deixe de ser algo de uma elite acadêmica. Outra questão
que vale a pena ressaltar é o Pronatec, um programa de abrangência espetacular.
CE:Quais as implicações do Pronatec na atuação dos institutos?
MCS: O programa envolve quase
tudo o que está ligado à educação profissional. Envolve a construção, a
expansão da rede, a contratação de educadores, e há a Bolsa Formação, que
aumenta a oferta regular das instituições para além das suas projeções. Vejo
que o programa tem um princípio de atingir pessoas que normalmente não seriam
atingidas com nossa oferta regular. Teremos mais pessoas qualificadas, que vão
movimentar mais a economia, trabalhadores que se colocam no mercado de trabalho
de outra forma. Podemos diminuir a rotatividade, o número de desempregados, de
pessoas que vivem de bico...
CE:Entre 2002 e 2010, a rede federal cresceu 114% segundo o MEC. Como
a expansão da rede impacta a contratação de docentes?
MCS:Temos um projeto de lei tramitando para aprovar a contratação de
cerca de 20 mil professores. Realmente, essa é uma das dificuldades que
enfrentamos, justamente pela forte expansão que vivenciamos nos últimos tempos,
agora é preciso dar conta dos recursos humanos. Com a aprovação da lei, espero
que a gente tenha mais tranquilidade para atuar. Eu, que estou há 22 anos numa
instituição pública de ensino, percebo que a lógica pela qual elas funcionam às
vezes provoca desafios mais intensos, como as questões de infraestrutura e de
recursos humanos que precisam ser melhoradas. Queremos ter um programa grande
de qualificação porque o professor de educação profissional tem uma forma de
atuação diferenciada, não são como os de graduação ou de Ensino Médio regular.
Ele tem de ter formação aplicada, uma vez que o aluno começa o curso com a mão
nos equipamentos, aprende fazendo, então é, sim, uma preocupação o tipo de
formação do professor.
CE:O ministro Aloizio Mercadante destacou áreas como tecnologia e
call center como as que têm tido maior demanda. Também se observa crescimento
em saúde. Esses dados se confirmam na sua experiência?
MCS:A construção civil sempre é muito buscada, as áreas da tecnologia
e da informática também. A saúde realmente está crescendo. Como éramos uma
escola técnica, temos uma história muito voltada para as áreas industrial,
mecatrônica e eletrônica. Mas acreditamos que temos que atender também turismo
e gastronomia que, por exemplo, em Florianópolis, precisam de muita
qualificação, mas muitos alunos não se sentem valorizados devidamente no
mercado de trabalho. Aí, é preciso promover um movimento que não é só
institucional, mas que também provoque os setores econômicos. É por isso que,
quando implantamos um campus, vamos até a região estudar o que ela precisa em
termos de formação e, uma vez que a necessidade foi identificada, qual o
potencial de desenvolvimento. Por exemplo, no município de Tubarão, vamos fazer
uma audiência pública para ouvir a comunidade, puxar dados de desenvolvimento
econômico da região e discutir dinâmicas para identificar novos potenciais.
Setores que, às vezes, não estão de todo estabelecidos, mas que, se formarmos
profissionais, vão se desenvolver de maneira mais intensa.
CE:Quanto tempo leva a implantação de um campus? As metas propostas
pela presidenta Dilma podem ser alcançadas?
MCS: Temos prazos bem exíguos.
A presidenta anunciou o programa em agosto do ano passado, de modo que temos de
licitar um campus até o final do ano e iniciar a construção no ano que vem.
Provavelmente, levará dois anos e meio. Tudo depende da inserção na região e do
contexto de articulação com a prefeitura.
CE:Qual costuma ser o perfil dos alunos?
MCS:Isso é muito diverso, depende do eixo tecnológico. Tem quem venha
só para se qualificar, mesmo que já tenha as competências, buscando validar
suas experiências. Pessoas de mais idade costumam procurar escolas em busca de
formação técnica que dê conta de melhorar suas condições de laboralidade e não
costumam dar continuidade aos estudos. Já os jovens continuam a formação e têm
interesse em continuar a estudar. Temos experiências positivas, por exemplo, em
Chapecó, onde nossos alunos de mecânica são potencialmente estudantes de engenharia
mecânica e têm um pouco mais de idade, em média, 35 anos.
CE:As matrículas na educação profissional cresceram 75%. Isso pode
ser visto como um sinal de mudança?
MCS:No Brasil, há muita procura pelo bacharelado porque há a crença de
que, com ele, estão garantidos um salário e uma carreira, o que não é
necessariamente verdade. É preciso mudar essa lógica, uma vez que, em alguns
casos, com a formação dada por um curso técnico, o aluno pode até conseguir uma
remuneração tão boa quanto a de um bacharel. Vemos alunos que terminam nossos
cursos e sentem a necessidade de seguir para o bacharelado por sentir que o
título é que será o diferencial. Temos então dois fatores, o mercado que
valoriza o bacharelado de forma até discriminatória e a conjuntura cultural de
achar que a formação acadêmica é mais nobre. E essa cultura é mensurável: temos
6 milhões de alunos no Ensino Superior e pouco mais de 1 milhão no técnico.
CE:Que perspectivas o Fórum deixa para a próxima edição?
MCS:A educação profissional começa a se consolidar de modo mais
espalhado pelo País, algo diferente das universidades federais, que tiveram
desenvolvimento grande, mas não se inseriram em todas as regiões. Isso ajuda as
pessoas a ficar e crescer em suas regiões. É atuando nesses contextos que a
educação tecnológica pode mudar o desenvolvimento econômico do País.
http://www.cartacapital.com.br/educacao/o-desafio-do-ensino-tecnico
Sugestões
Ambientes digitais que auxiliam no processo de ensino e aprendizagem.
http://rived.mec.gov.br/
http://www.escolagames.com.br/jogos/animaisExoticos/
http://jogosonlinegratis.uol.com.br/jogoonline/jogos-de-parto-normal/
http://www.letroca-game.com/
http://www.jogosdaturmadamonica.net/category/jogosdaturmadamonica/educativos/
Como cada um dos ambientes listados poderiam contribuir para o
processo de ensino e aprendizagem e como você utilizaria este ambiente.
http://rived.mec.gov.br/
Há nesse ambiente virtual
material auxiliar para variados conteúdos e disciplinas, tanto para o ensino
fundamental quanto para o ensino médio. São de fácil acesso e entendimento.
Todos os conteúdos são hospedados no site do MEC. Um aluno pode decidir explorar uma atividade de um
objeto de aprendizagem pelo simples fato de ele interessar-se pelo conteúdo. O
uso vai depender do objetivo de ensino pois encontra-se uma variedade grande de
conteúdos.
http://www.escolagames.com.br/jogos/animaisExoticos/
Jogo muito simples e de
fácil manipulação, consiste em formar o animal. Sendo o diferencial as
informações pertinentes sobre cada animal formado. Fazendo com os que estão
jogando aprendam de maneira prazerosa sobre os hábitos e os habitats de cada
animal formado. Pode ensinar sobre as peculiaridades de cada animal.
http://jogosonlinegratis.uol.com.br/jogoonline/jogos-de-parto-normal/
O jogo trata o parto normal como
uma das coisas mais naturais possíveis. Também, fala sobre o parto cesárea e
quando esse se faz necessário, geralmente em casos onde há risco de vida para a
mãe ou para o bebê ou
ainda quando a mãe ou o médico preferem
marcar uma data específica para que o bebê nasça. Apresenta o processo de
gestação e as principais alterações no corpo da mulher. No jogo o participante tem
que ajudar a jovem mãe a realizar o parto normal. Tem que atuar no pré parto,
durante o parto e no pós parto. Nas
orientações do jogo, diz que é apropriado para meninas, contudo, não vi nada
que impeça os meninos de jogarem e conhecerem a gestação e o parto humano.
http://www.letroca-game.com/
O jogo consiste
na formação de palavras.
O
objetivo do jogo é usar as letras disponíveis para formar palavras. Quanto mais
palavras formar, mais pontos ganha. Desenvolve o aumento do vocabulário do
jogador. Utilizo bastante para melhorar a escrita e para aquisição de
vocabulário.
http://www.jogosdaturmadamonica.net/category/jogosdaturmadamonica/educativos/
O
site possui uma grande variedade de conteúdos e de temas informativos tanto
para crianças quanto para adolescentes. Diverte ensinando, além de informar
sobre assuntos pertinentes ao mundo dos jovens.
Avaliação: um ponto de vista
A avaliação escolar é um instrumento muito importante para se avaliar o processo de ensino e de aprendizagem escolar. Deveria ser um instrumento, na verdade, para que o professor pudesse fazer as intervenções necessárias em tudo que ficou superficial ou que o professor percebeu certa dificuldade apresentada pela turma e até mesmo como instrumento avaliativo de como foi o objetivo final de seu trabalho.
Na realidade, em muitas escolas, acontece, da avaliação servir para classificar os alunos (de acordo com suas habilidades e competências), enumerar (transformar conhecimento e informação em número/nota), conceituar (dos melhores para os piores e em bom e mau aluno) e em muitos casos punir.
Sobre a imagem... nos diz muito, quando são preparadas as avaliações não são levadas, em conta, as peculiaridades dos alunos. O que é um desafio para um pode não ser para o outro.
Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=avalia%C3%A7%C3%A3o+escolar&biw=1680&bih=925&source=lnms&tbm=isch&sa=X&sqi=2&ved=0CAYQ_AUoAWoVChMIg5L0p5ydxwIVDIKQCh13_Amu&dpr=1#imgrc=I2KcHZlGmnu9QM%3A
Na realidade, em muitas escolas, acontece, da avaliação servir para classificar os alunos (de acordo com suas habilidades e competências), enumerar (transformar conhecimento e informação em número/nota), conceituar (dos melhores para os piores e em bom e mau aluno) e em muitos casos punir.
Sobre a imagem... nos diz muito, quando são preparadas as avaliações não são levadas, em conta, as peculiaridades dos alunos. O que é um desafio para um pode não ser para o outro.
Fonte da imagem: https://www.google.com.br/search?q=avalia%C3%A7%C3%A3o+escolar&biw=1680&bih=925&source=lnms&tbm=isch&sa=X&sqi=2&ved=0CAYQ_AUoAWoVChMIg5L0p5ydxwIVDIKQCh13_Amu&dpr=1#imgrc=I2KcHZlGmnu9QM%3A
Artigo interessante. Deve ser lido por que se interessa pelo assunto.
Os desafios do professor diante das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) - Por Teresa Jordão
RESUMO
Diante da facilidade e ampliação no
acesso às informações, cabe à escola o papel de orientar os jovens sobre como
utilizar tais informações para que se transformem em conhecimento. O uso das
TICs pode contribuir com o professor para criar espaços agradáveis e
interessantes de aprendizagem, tornando suas aulas momentos adequados para o
processo de gestão do conhecimento.
O acesso às informações está cada vez mais fácil para um maior número de pessoas. Os meios de comunicação de massa informam de maneira muito rápida, e, da mesma forma, a diversidade de acontecimentos, de novas descobertas faz com que as pessoas fiquem desatualizadas muito mais rapidamente do que antes.
Os jovens são bombardeados pelas informações vindas das mídias. Na maioria das vezes as recebem sem saber como lidar com elas, desta forma, tornam-se um amontoado de dados inúteis que não colaboram com seu desenvolvimento.
Assim, entende-se que saber como lidar com estas informações e transformá-las em conhecimento, estimular o capital intelectual, compartilhá-lo, tornou-se a tarefa mais importante para as pessoas, ou seja, deve-se promover a gestão do conhecimento.
Cabe então à escola, espaço formal de aprendizagem, orientar os jovens sobre como transformar as informações relevantes em conhecimento.
Informar não é papel do professor, pois as mídias de comunicação fazem isto utilizando recursos bem atrativos. Cabe então ao professor o papel de “cuidar da aprendizagem”, pois aprender está muito mais relacionado ao saber onde e como encontrar informações e o que fazer com elas.
Conforme Demo (2007, p. 11), “professor é quem, estando mais adiantado no processo de aprendizagem e dispondo de conhecimentos e práticas sempre renovados sobre aprendizagem, é capaz de cuidar da aprendizagem na sociedade...”
O professor deve assumir então o papel de mediador da aprendizagem, alguém que motiva e orienta seus alunos para que busquem a construção do conhecimento.
Mas todo este apoio deve prever a atuação do aluno como autor do seu próprio processo de aprendizagem, deve promover a autonomia, reflexão, crítica.
Cabe ao professor ser criativo para pensar, planejar e propor atividades que envolvam os alunos, que os instigue para a pesquisa e aprofundamento.
As TICs podem contribuir com o professor neste seu caminho criativo de buscar maneiras mais atrativas de trabalhar com seus alunos. Mas as TICs não são a solução de todos os problemas do professor, pelo contrário, se utilizadas sem um planejamento adequado, tornam-se instrumentos para a repetição de modelos tradicionais.
Kenski (2007, p. 18) nos lembra que existe hoje o “duplo desafio da educação: adaptar-se aos avanços tecnológicos e orientar o caminho de todos para o domínio e a apropriação crítica desses novos meios”.
E o professor não precisa de um grande aparato tecnológico para desenvolver atividades interessantes com os alunos utilizando as TICs. Com uma câmera digital ou mesmo com a câmera do celular, ótimas imagens podem ser registradas para compor o blog do projeto em que todos estão envolvidos. Da mesma forma, entrevistas relevantes para o assunto ou outros tipos de informações podem ficar disponíveis para toda a comunidade escolar apenas com alguns cliques do mouse.
O mais importante destas atividades é que os alunos sejam atuantes, tomem decisões diante das dificuldades que se apresentam, busquem alternativas, façam pesquisa, ou seja, que estejam engajados e comprometidos com a construção de seu saber.
Atualmente, o uso de redes sociais na internet é freqüente, principalmente entre os jovens. Porém, estes devem ser preparados para serem “ativos” dentro das redes sociais em que participam. Não devem ser somente observadores ou receptores, mas devem gerar conteúdo para compartilhamento nestes ambientes.
E para passar a gerar conteúdo para disponibilizar nas redes, os alunos devem estar preparados para os momentos de reflexão, de discussão. Devem querer e saber como se aprofundar na pesquisa de um determinado assunto, para que, a partir disto tenham condições de publicar suas contribuições de forma consistente.
O professor deve atuar como um facilitador deste processo, um mediador das idéias apresentadas e um incentivador de novas pesquisas. Deve ser um orientador da aprendizagem, aquele que mostra caminhos e possibilidades para que o aluno faça suas próprias escolhas.
E, para que o professor esteja preparado para lidar com esta inovação, a formação permanente é essencial, pois estes momentos de formação são importantes para que reflita e tenha um olhar crítico sobre sua prática e para que realmente tome contato com estes recursos de forma produtora e criativa.
Existem diversos recursos na internet que podem auxiliar o professor nesta sua tarefa: Blog, Twitter, Webquest, Podscat, dentre outros. E tudo isto pode ser facilmente desenvolvido pelo professor, sem que precise de um treinamento específico. Geralmente o uso de tais recursos são descobertos por meio da exploração, ou então, os próprios alunos é que apresentam estes recursos para o professor, fato de extrema importância.
Além destes recursos disponíveis, existem outros recursos que exigiriam maior capacitação do professor se quisessem ser seus produtores. Existem, na internet, diversas iniciativas de portais que disponibilizam tais recursos, como é o caso do Portal do Professor do MEC (http://portaldoprofessor.mec.gov.br), do Labvirt da USP ou de alguns portais da iniciativa privada como é o caso do Portal Klickeducação e agora do Portal da Claro.
Estes portais disponibilizam recursos tais como, idéias de projetos para serem desenvolvidos com os alunos, planos de aulas utilizando as TIC como apoio ao ensino, e também oferecem bancos de recursos digitais de aprendizagem.
Estes recursos fazem uso da multimídia para abordar diversos assuntos. Podem ser simulações, histórias em quadrinhos, jogos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios, apresentações multimídia, enfim, recursos que podem apoiar o professor em suas aulas e que não são tão fáceis de serem desenvolvidos pelo professor.
Utilizar tais recursos digitais, que estão disponíveis na internet muitas vezes gratuitamente, pode ser um facilitador para o professor que busca ampliar seus recursos para tornar suas aulas mais atrativas e melhorar a qualidade do ensino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estamos passando por um momento onde o acesso às informações está cada vez mais fácil e mais amplo. Só que informação não significa conhecimento. A informação só torna-se conhecimento quando ganha um sentido para o indivíduo.
Portanto, cuidar da aprendizagem e se preocupar com a gestão do conhecimento dos jovens passa a ser papel da escola, ou seja, do professor.
Diante do uso crescente de recursos tecnológicos no dia-a-dia dos jovens, torna-se papel do professor também se apropriar deles e ser criativo no seu uso para promover um ensino de qualidade.
O professor necessita ampliar os olhares para contribuir com o desenvolvimento de projetos com as TICs, incentivando o espírito crítico e reforçando nos alunos o prazer em aprender.
O acesso às informações está cada vez mais fácil para um maior número de pessoas. Os meios de comunicação de massa informam de maneira muito rápida, e, da mesma forma, a diversidade de acontecimentos, de novas descobertas faz com que as pessoas fiquem desatualizadas muito mais rapidamente do que antes.
Os jovens são bombardeados pelas informações vindas das mídias. Na maioria das vezes as recebem sem saber como lidar com elas, desta forma, tornam-se um amontoado de dados inúteis que não colaboram com seu desenvolvimento.
Assim, entende-se que saber como lidar com estas informações e transformá-las em conhecimento, estimular o capital intelectual, compartilhá-lo, tornou-se a tarefa mais importante para as pessoas, ou seja, deve-se promover a gestão do conhecimento.
Cabe então à escola, espaço formal de aprendizagem, orientar os jovens sobre como transformar as informações relevantes em conhecimento.
Informar não é papel do professor, pois as mídias de comunicação fazem isto utilizando recursos bem atrativos. Cabe então ao professor o papel de “cuidar da aprendizagem”, pois aprender está muito mais relacionado ao saber onde e como encontrar informações e o que fazer com elas.
Conforme Demo (2007, p. 11), “professor é quem, estando mais adiantado no processo de aprendizagem e dispondo de conhecimentos e práticas sempre renovados sobre aprendizagem, é capaz de cuidar da aprendizagem na sociedade...”
O professor deve assumir então o papel de mediador da aprendizagem, alguém que motiva e orienta seus alunos para que busquem a construção do conhecimento.
Mas todo este apoio deve prever a atuação do aluno como autor do seu próprio processo de aprendizagem, deve promover a autonomia, reflexão, crítica.
Cabe ao professor ser criativo para pensar, planejar e propor atividades que envolvam os alunos, que os instigue para a pesquisa e aprofundamento.
As TICs podem contribuir com o professor neste seu caminho criativo de buscar maneiras mais atrativas de trabalhar com seus alunos. Mas as TICs não são a solução de todos os problemas do professor, pelo contrário, se utilizadas sem um planejamento adequado, tornam-se instrumentos para a repetição de modelos tradicionais.
Kenski (2007, p. 18) nos lembra que existe hoje o “duplo desafio da educação: adaptar-se aos avanços tecnológicos e orientar o caminho de todos para o domínio e a apropriação crítica desses novos meios”.
E o professor não precisa de um grande aparato tecnológico para desenvolver atividades interessantes com os alunos utilizando as TICs. Com uma câmera digital ou mesmo com a câmera do celular, ótimas imagens podem ser registradas para compor o blog do projeto em que todos estão envolvidos. Da mesma forma, entrevistas relevantes para o assunto ou outros tipos de informações podem ficar disponíveis para toda a comunidade escolar apenas com alguns cliques do mouse.
O mais importante destas atividades é que os alunos sejam atuantes, tomem decisões diante das dificuldades que se apresentam, busquem alternativas, façam pesquisa, ou seja, que estejam engajados e comprometidos com a construção de seu saber.
Atualmente, o uso de redes sociais na internet é freqüente, principalmente entre os jovens. Porém, estes devem ser preparados para serem “ativos” dentro das redes sociais em que participam. Não devem ser somente observadores ou receptores, mas devem gerar conteúdo para compartilhamento nestes ambientes.
E para passar a gerar conteúdo para disponibilizar nas redes, os alunos devem estar preparados para os momentos de reflexão, de discussão. Devem querer e saber como se aprofundar na pesquisa de um determinado assunto, para que, a partir disto tenham condições de publicar suas contribuições de forma consistente.
O professor deve atuar como um facilitador deste processo, um mediador das idéias apresentadas e um incentivador de novas pesquisas. Deve ser um orientador da aprendizagem, aquele que mostra caminhos e possibilidades para que o aluno faça suas próprias escolhas.
E, para que o professor esteja preparado para lidar com esta inovação, a formação permanente é essencial, pois estes momentos de formação são importantes para que reflita e tenha um olhar crítico sobre sua prática e para que realmente tome contato com estes recursos de forma produtora e criativa.
Existem diversos recursos na internet que podem auxiliar o professor nesta sua tarefa: Blog, Twitter, Webquest, Podscat, dentre outros. E tudo isto pode ser facilmente desenvolvido pelo professor, sem que precise de um treinamento específico. Geralmente o uso de tais recursos são descobertos por meio da exploração, ou então, os próprios alunos é que apresentam estes recursos para o professor, fato de extrema importância.
Além destes recursos disponíveis, existem outros recursos que exigiriam maior capacitação do professor se quisessem ser seus produtores. Existem, na internet, diversas iniciativas de portais que disponibilizam tais recursos, como é o caso do Portal do Professor do MEC (http://portaldoprofessor.mec.gov.br), do Labvirt da USP ou de alguns portais da iniciativa privada como é o caso do Portal Klickeducação e agora do Portal da Claro.
Estes portais disponibilizam recursos tais como, idéias de projetos para serem desenvolvidos com os alunos, planos de aulas utilizando as TIC como apoio ao ensino, e também oferecem bancos de recursos digitais de aprendizagem.
Estes recursos fazem uso da multimídia para abordar diversos assuntos. Podem ser simulações, histórias em quadrinhos, jogos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios, apresentações multimídia, enfim, recursos que podem apoiar o professor em suas aulas e que não são tão fáceis de serem desenvolvidos pelo professor.
Utilizar tais recursos digitais, que estão disponíveis na internet muitas vezes gratuitamente, pode ser um facilitador para o professor que busca ampliar seus recursos para tornar suas aulas mais atrativas e melhorar a qualidade do ensino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estamos passando por um momento onde o acesso às informações está cada vez mais fácil e mais amplo. Só que informação não significa conhecimento. A informação só torna-se conhecimento quando ganha um sentido para o indivíduo.
Portanto, cuidar da aprendizagem e se preocupar com a gestão do conhecimento dos jovens passa a ser papel da escola, ou seja, do professor.
Diante do uso crescente de recursos tecnológicos no dia-a-dia dos jovens, torna-se papel do professor também se apropriar deles e ser criativo no seu uso para promover um ensino de qualidade.
O professor necessita ampliar os olhares para contribuir com o desenvolvimento de projetos com as TICs, incentivando o espírito crítico e reforçando nos alunos o prazer em aprender.
É frente a esta nova realidade em
radical transformação que a educação deve refletir sobre a identidade de seu
papel e propor novos rumos, de forma a contribuir no desenvolvimento de
cidadãos críticos, autônomos, criativos, que solucionem problemas em contextos
imprevistos, que questionem e transformem sua própria sociedade.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
·
DEMO,
Pedro. Professor do Futuro e Reconstrução do Conhecimento. 5ª edição.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
·
KENSKI,
Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, SP:
Papirus, 2007.
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