segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Artigo interessante. Deve ser lido por que se interessa pelo assunto.

https://www.youtube.com/watch?v=1Lvl_pG72Vk





Os desafios do professor diante das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) - Por Teresa Jordão

RESUMO


Diante da facilidade e ampliação no acesso às informações, cabe à escola o papel de orientar os jovens sobre como utilizar tais informações para que se transformem em conhecimento. O uso das TICs pode contribuir com o professor para criar espaços agradáveis e interessantes de aprendizagem, tornando suas aulas momentos adequados para o processo de gestão do conhecimento.

O acesso às informações está cada vez mais fácil para um maior número de pessoas. Os meios de comunicação de massa informam de maneira muito rápida, e, da mesma forma, a diversidade de acontecimentos, de novas descobertas faz com que as pessoas fiquem desatualizadas muito mais rapidamente do que antes.

Os jovens são bombardeados pelas informações vindas das mídias. Na maioria das vezes as recebem sem saber como lidar com elas, desta forma, tornam-se um amontoado de dados inúteis que não colaboram com seu desenvolvimento.

Assim, entende-se que saber como lidar com estas informações e transformá-las em conhecimento, estimular o capital intelectual, compartilhá-lo, tornou-se a tarefa mais importante para as pessoas, ou seja, deve-se promover a gestão do conhecimento.

Cabe então à escola, espaço formal de aprendizagem, orientar os jovens sobre como transformar as informações relevantes em conhecimento.
Informar não é papel do professor, pois as mídias de comunicação fazem isto utilizando recursos bem atrativos. Cabe então ao professor o papel de “cuidar da aprendizagem”, pois aprender está muito mais relacionado ao saber onde e como encontrar informações e o que fazer com elas.
Conforme Demo (2007, p. 11), “professor é quem, estando mais adiantado no processo de aprendizagem e dispondo de conhecimentos e práticas sempre renovados sobre aprendizagem, é capaz de cuidar da aprendizagem na sociedade...”

O professor deve assumir então o papel de mediador da aprendizagem, alguém que motiva e orienta seus alunos para que busquem a construção do conhecimento.

Mas todo este apoio deve prever a atuação do aluno como autor do seu próprio processo de aprendizagem, deve promover a autonomia, reflexão, crítica.

Cabe ao professor ser criativo para pensar, planejar e propor atividades que envolvam os alunos, que os instigue para a pesquisa e aprofundamento.
As TICs podem contribuir com o professor neste seu caminho criativo de buscar maneiras mais atrativas de trabalhar com seus alunos. Mas as TICs não são a solução de todos os problemas do professor, pelo contrário, se utilizadas sem um planejamento adequado, tornam-se instrumentos para a repetição de modelos tradicionais.

Kenski (2007, p. 18) nos lembra que existe hoje o “duplo desafio da educação: adaptar-se aos avanços tecnológicos e orientar o caminho de todos para o domínio e a apropriação crítica desses novos meios”.

E o professor não precisa de um grande aparato tecnológico para desenvolver atividades interessantes com os alunos utilizando as TICs. Com uma câmera digital ou mesmo com a câmera do celular, ótimas imagens podem ser registradas para compor o blog do projeto em que todos estão envolvidos. Da mesma forma, entrevistas relevantes para o assunto ou outros tipos de informações podem ficar disponíveis para toda a comunidade escolar apenas com alguns cliques do mouse.

O mais importante destas atividades é que os alunos sejam atuantes, tomem decisões diante das dificuldades que se apresentam, busquem alternativas, façam pesquisa, ou seja, que estejam engajados e comprometidos com a construção de seu saber.

Atualmente, o uso de redes sociais na internet é freqüente, principalmente entre os jovens. Porém, estes devem ser preparados para serem “ativos” dentro das redes sociais em que participam. Não devem ser somente observadores ou receptores, mas devem gerar conteúdo para compartilhamento nestes ambientes.

E para passar a gerar conteúdo para disponibilizar nas redes, os alunos devem estar preparados para os momentos de reflexão, de discussão. Devem querer e saber como se aprofundar na pesquisa de um determinado assunto, para que, a partir disto tenham condições de publicar suas contribuições de forma consistente.

O professor deve atuar como um facilitador deste processo, um mediador das idéias apresentadas e um incentivador de novas pesquisas. Deve ser um orientador da aprendizagem, aquele que mostra caminhos e possibilidades para que o aluno faça suas próprias escolhas.

E, para que o professor esteja preparado para lidar com esta inovação, a formação permanente é essencial, pois estes momentos de formação são importantes para que reflita e tenha um olhar crítico sobre sua prática e para que realmente tome contato com estes recursos de forma produtora e criativa.

Existem diversos recursos na internet que podem auxiliar o professor nesta sua tarefa: Blog, Twitter, Webquest, Podscat, dentre outros. E tudo isto pode ser facilmente desenvolvido pelo professor, sem que precise de um treinamento específico. Geralmente o uso de tais recursos são descobertos por meio da exploração, ou então, os próprios alunos é que apresentam estes recursos para o professor, fato de extrema importância.

Além destes recursos disponíveis, existem outros recursos que exigiriam maior capacitação do professor se quisessem ser seus produtores. Existem, na internet, diversas iniciativas de portais que disponibilizam tais recursos, como é o caso do Portal do Professor do MEC (http://portaldoprofessor.mec.gov.br), do Labvirt da USP ou de alguns portais da iniciativa privada como é o caso do Portal Klickeducação e agora do Portal da Claro.

Estes portais disponibilizam recursos tais como, idéias de projetos para serem desenvolvidos com os alunos, planos de aulas utilizando as TIC como apoio ao ensino, e também oferecem bancos de recursos digitais de aprendizagem.

Estes recursos fazem uso da multimídia para abordar diversos assuntos. Podem ser simulações, histórias em quadrinhos, jogos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios, apresentações multimídia, enfim, recursos que podem apoiar o professor em suas aulas e que não são tão fáceis de serem desenvolvidos pelo professor.

Utilizar tais recursos digitais, que estão disponíveis na internet muitas vezes gratuitamente, pode ser um facilitador para o professor que busca ampliar seus recursos para tornar suas aulas mais atrativas e melhorar a qualidade do ensino.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estamos passando por um momento onde o acesso às informações está cada vez mais fácil e mais amplo. Só que informação não significa conhecimento. A informação só torna-se conhecimento quando ganha um sentido para o indivíduo.

Portanto, cuidar da aprendizagem e se preocupar com a gestão do conhecimento dos jovens passa a ser papel da escola, ou seja, do professor.
Diante do uso crescente de recursos tecnológicos no dia-a-dia dos jovens, torna-se papel do professor também se apropriar deles e ser criativo no seu uso para promover um ensino de qualidade.

O professor necessita ampliar os olhares para contribuir com o desenvolvimento de projetos com as TICs, incentivando o espírito crítico e reforçando nos alunos o prazer em aprender.


É frente a esta nova realidade em radical transformação que a educação deve refletir sobre a identidade de seu papel e propor novos rumos, de forma a contribuir no desenvolvimento de cidadãos críticos, autônomos, criativos, que solucionem problemas em contextos imprevistos, que questionem e transformem sua própria sociedade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




·         DEMO, Pedro. Professor do Futuro e Reconstrução do Conhecimento. 5ª edição. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.



·         KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, SP: Papirus, 2007.

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